segunda-feira, 7 de maio de 2012

Polo e Golf ganham acessórios e ficam mais baratos


Carsale - A Volkswagen introduziu mais equipamentos de série na linha 2013 do Golf e do Polo e reposicionou os preços dos dois modelos. Segundo a montadora, no caso do Polo Hatch, a redução média na tabela de preços é de R$ 1.300. Para o Polo Sedan, a queda é de R$ 1.900. Já o Golf é reajustado para baixo em R$ 1.400, em média.

O Polo 1.6 Hatch e Sedan, assim como o Polo 1.6 BlueMotion, agora incorporam de série uma ampla relação de equipamentos antes oferecidos como opcionais, como vidros elétricos, travamento central com controle remoto na chave canivete, retrovisores externos elétricos (com auto-rebatimento do espelho no lado direito), abertura externa do porta-malas com chave e controle remoto, faróis com função Coming & Leaving Home, para-sóis com espelho iluminado e alarme Keyless.

Outra novidade é a redução nos preços dos opcionais para a linha Polo. O ar-condicionado com função Climatronic agora tem adicional de R$ 510 (abatimento de R$ 410). As rodas de liga-leve 15" passam a ser oferecidas por R$ 510 - desconto de R$ 1.530.


Seguindo a mesma tendência, o Golf está sendo oferecido com novos pacotes de série que valorizam ainda mais suas várias versões. As configurações de entrada Golf 1.6 e Golf 2.0, agora vêm com rodas de liga leve 16", pneus 205/55 R16, grade do radiador pintada na cor preto brilhante, faróis dianteiros com máscara preta, faróis dianteiros e luz traseira de neblina, novo volante, novo tecido dos bancos em malharia "Mask" cinza, bancos dianteiros com formato Conforto, banco traseiro bipartido com três apoios de cabeça e cinto de segurança traseiro central retrátil de três pontos.

As versões Sportline 1.6 e 2.0 e a Black Edition 2.0 agora trazem de série retrovisor interno eletrocrômico, sensores de chuva e crepuscular e novo volante com revestimento de couro. A versão Sportline (tanto no motor 1.6 como no 2.0) passa a contar também com rodas de liga-leve 16" com nova cor. A linha 2013 do Golf GT 2.0 tem como equipamento standard rodas de liga-leve 17" com design "Sarasota", pneus 225/45 R17, bancos esportivos de couro, tapetes adicionais em carpete e novo volante revestido de couro.


Confira os novos preços da linha 2013:

Polo 1.6 -  R$ 47.510


Polo 1.6 I-Motion - R$ 50.290


Polo 1.6 BlueMotion - R$ 51.900


Polo 1.6 Sportline - R$ 50.590


Polo 1.6 Sportline I-Motion - R$ 53.370


Polo 2.0 Sportline - R$ 54.080


 


Polo Sedan 1.6 - R$ 50.250


Polo Sedan 1.6 I-Motion - R$ 53.030


Polo Sedan 1.6 Comfortline - R$ 52.480


Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion - R$ 55.270


Polo Sedan 2.0 Comfortline - R$ 55.960



Golf 1.6 - R$ 52.900


Golf 1.6 Sportline - R$ 57.510


Golf 2.0 A/T - R$ 59.720


Golf 2.0 Sportline A/T - R$ 62.850


Golf 2.0 GT - R$ 64.530


Golf 2.0 GT A/T - R$ 70.870


Golf 2.0 Black Edition A/T - R$ 66.590


Ítalo-argentina De Tomaso volta a falir



Não será desta vez que a tradicional De Tomaso voltará a produzir carros. Segundo informações do Argentina Autoblog, o consórcio liderado pelo empresário italiano Gian Mario Rossignolo deu início ao processo de liquidação judicial da marca criada pelo argentino Alejandro De Tomaso em 1959.

Foram três anos de promessas e perspectivas de lançamento de novos projetos. Até mesmo um carro-conceito, o crossover SLC (posteriormente chamado de Deauville, nome de um dos modelos mais famosos da empresa), foi apresentado no Salão de Genebra de 2011. O projeto teria dois motores, um V6 e um V8, e poderia superar os 500 cv.
O impasse no futuro da De Tomaso coloca em risco o futuro de 1.034 funcionários, que trabalhavam em fábricas da 

Delphi e Pininfarina, adquiridas sob a promessa de criar uma nova marca de automóveis de luxo.
Antes de decretar a liquidação da marca, Rossignolo tinha vendido a empresa ao grupo chinês Hotyork Investment, mas o acordo nunca foi concretizado. Diante disso, o empresário chegou a pedir ajuda ao governo italiano, que não concedeu auxílio.


Planos da fábrica da BMW estão congelados



A instalação da fábrica da BMW no Brasil está novamente em estado de espera. O principal executivo da fabricante alemã, Norbert Reithofer, afirmou que as mudanças na regulamentação brasileira fizeram com que os planos fossem congelados temporariamente e todo o cronograma continua incerto.

Para Reithofer, instalação da planta precisa ser "mutuamente benéfica", referindo-se ao fato de que ela precisa ser vantajosa também para a empresa, não somente para o Brasil. Apesar disso, o executivo ainda acredita que a novela pode terminar com um final satisfatório para todos os lados. O anúncio foi feito na última quinta-feira, durante o anúncio do balanço do primeiro trimestre de 2012.

A BMW pretendia anunciar a instalação de uma planta no Brasil no final do ano passado, mas a alteração na tributação do IPI para carros importados e a série de exigências em relação à nacionalização dos modelos produzidos fizeram a marca recuar. O local chegou a ser escolhido - caso confirmada, a fábrica será instalada em Santa Catarina.

Chevrolet Cruze LTZ Sport6


Mais discreto que Fluence, 308 e Elantra, o Cruze sedã logo conquistou consumidores de perfil mais sóbrio. Agora, com o Cruze Sport6, a marca busca aqueles cuja lista de prioridades tem no topo o item imagem. A julgar pelo Vectra, cuja versão GT (hatchback) ficou popularmente conhecida como Vectra hatch, é provável que o mesmo ocorra com o Cruze Sport6. Então, eis o Cruze hatch.

As principais alterações, lógico, estão na traseira, após a coluna C. Na cabine, a perda do terceiro volume resultou num pequeno aumento de espaço para a cabeça (do assento traseiro ao teto) em relação ao sedã: passou de 96,3 para 97,5 cm. O espaço para pernas e ombros na dianteira (respectivamente, 107,4 e 139,1 cm) e na traseira (91,7 e 137 cm) foram mantidos. Em outras palavras, a vida a bordo é muito similar à dos passageiros do sedã. Para o motorista, no entanto, a visibilidade traseira do hatch é prejudicada pelo uso do vidro inclinado: os apoios de cabeça não são do tipo que se embutem no encosto e invadem a cena a cada consulta ao retrovisor interno. A situação é mais grave no caso da versão LT, na qual o sensor de estacionamento só está disponível como acessório - na top de linha, LTZ, ele é de série.

A carroceria do hatch é 8,7 cm mais curta que a do sedã (4,51 ante 4,60 metros) e essa diferença está toda a partir do eixo traseiro. A capacidade do porta-malas caiu de 450 para 402 litros. Apesar da "perda" de 48 litros, o equivalente a uma mala de viagem média, o compartimento ficou mais receptivo: o formato da tampa ampliou o vão de entrada e as dobradiças em formato de alça (que costumam esmagar a bagagem) foram eliminadas. Em fevereiro de 2012 fomos à Argentina para antecipar um test-drive no Cruze hatch e cravamos uma capacidade de porta-malas de 413 litros - informação constante no site da General Motors Argentina ainda no fechamento desta edição. A diferença, segundo a marca no Brasil, se dá porque na Argentina a medição do porta-malas leva em conta o volume da cuba do estepe.

Em sintonia com o perfil mais esportivo do consumidor de hatches, o desenho da traseira é dinâmico. O para-choque tem, além da placa - no sedã, ela fica na tampa do porta-malas -, uma área de plástico sem pintura que remete a um extrator de ar. Lembrando que o Cruze é um carro global, a GM explica que as aletas nas extremidades laterais do vidro traseiro servem para direcionar a neve e a poeira para longe das lanternas, mantendo-as limpas e visíveis. No Brasil, isso vale para a água da chuva.

Como a Chevrolet não liberou o carro para um teste completo em Limeira, onde fica nosso campo de provas, o Cruze hatch foi avaliado em Indaiatuba, também no interior paulista, no campo de provas da marca. Os números obtidos, apesar de extraoficiais, foram, como se esperava, muito próximos aos da versão sedã. As impressões ao volante também são as mesmas: direção elétrica leve nas manobras, suspensão com bom equilíbrio de estabilidade e conforto e nível de ruído na média do segmento.

Mecanicamente, tudo igual: motor 1.8 flex de 144/140 cv (derivado do Ecotec 2.4 do Malibu) com cabeçote e cárter de alumínio e duas opções de câmbio, manual e automático, ambos com seis marchas. "Suspensão e freios são os mesmos. Preferimos não mexer em nada para comunizar peças com o sedã e, assim, baixar os custos de produção e manutenção", disse um dos engenheiros envolvidos no projeto, que pediu para não ser identificado.

O Cruze hatch terá basicamente as mesmas configurações de versões e opcionais do sedã. A LT básica segue com bancos de tecido e caixa manual de série e opcionais de couro e câmbio automático. A LTZ tem como novidade a opção do câmbio - no sedã, é sempre automático).

Airbags frontais e laterais, faróis e lanternas de neblina, controle de estabilidade e tração, ABS, rodas aro 17, ar-condicionado digital, computador de bordo, direção elétrica, trio elétrico, volante multifuncional, piloto automático e som com CD, MP3, viva-voz Bluetooth e entradas auxiliar e USB são de série desde a LT. A mais, a LTZ oferece retrovisores externos com rebatimento elétrico, airbags de cortina, partida e portas sem chave e central multimídia com tela de 7 polegadas, além do teto solar com acionamento elétrico.

Os preços oficiais não foram liberados, mas o próprio diretor de marketing da GM, Gustavo Colossi, fez uma estimativa: "Entre 65 000 e 70 000 reais o LT e entre 78 000 e 80 000 reais o LTZ". Na prática, o Cruze Sport6 brigará diretamente com Fiat Bravo 1.8, Citroën C4 2.0, Ford Focus 2.0, Peugeot 308 2.0 e a nova geração do Hyundai i30, que de acordo com uma fonte ligada ao importador, o Grupo Caoa, chegará no fim do primeiro semestre. Como o sedã, o Cruze hatch será fabricado em São Caetano do Sul (SP). As vendas têm início em abril.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
O Cruze hatch se revelou mais eficiente nas frenagens que o sedã. Apenas com o motorista a bordo e sem carga no portamalas, a suspensão traseira é ruidosa sobre piso irregular.


MOTOR E CÂMBIO
O motor não empolga, mas a caixa automática cumpre seu papel com silêncio e eficiência.


CARROCERIA
A eliminação do terceiro volume trouxe um pequeno ganho de espaço na região do banco traseiro. O porta-malas diminuiu, mas o acesso ficou mais amplo.


VIDA A BORDO
O nível de espaço para pernas, ombros e cabeça é satisfatório. O pacote de itens de série é bom desde a versão de entrada, LT.


SEGURANÇA
Os apoios de cabeça traseiros atrapalham tanto nas manobras quanto nas constants consultas ao retrovisor interno, durante o uso normal do carro.


SEU BOLSO
Se confirmados os valores estimados pela fábrica, o Cruze hatch estreará com preços na média do segmento. A garantia de três anos é um de seus destaques.


OS RIVAIS

Fiat Bravo t-Jet 1.4 16V


O motor turbo a gasolina gera 152 cv e tem visual esportivo. A vantagem do Fiat está no preço inferior, 68950 reais.

Hyundai i30

A próxima geração só estreia por aqui na metade do ano. Fontes ligadas ao importador estimam o preço: 67000 reais.

VEREDICTO

O Cruze hatch manteve as virtudes do sedã: suspensão com bom compromisso de estabilidade e conforto, bons equipamentos de série e materiais de boa qualidade. De quebra, deu uma esportividade visual ao Cruze inexistente no sedã.










quinta-feira, 3 de maio de 2012

Obrigado por tudo,Senna!



No dia 1º de maio de 2012, homenagens ao piloto brasileiro Ayrton Senna, que morreu há 18 anos dominam o mundo, com exposições, vídeos, lembranças…

Mas a preparadora alemã Cam Shaft foi além. Eles modificaram um Lotus Esprit V8 com um novo pacote de performance e uma pintura para homenagear o carro usado pelo ex-tricampeão de F-1 em sua primeira vitória na categoria: o 1985 Lotus 97T John Player Special.

O esportivo britânico recebeu um motor 3.5 V8 biturbo em alumínio com 485 cv de potência, além de novos sistema de escape, turbos, intercooler, transmissão manual de seis velocidades, frios e pneus. Segundo a preparadora, o Esprit modificado acelera de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e alcança 305 km/h.

E a pintura, além de contar com as cores preta e dourada, ainda vem com uma reprodução da assinatura de Senna no paralama dianteiro e a frase “Obrigado por tudo”.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Teste: Palio Sporting pratica esporte básico


Palio Sporting une visual agressivo a bom conjunto mecânico 


Junto com a nova geração do Palio, a Fiat mostrou a versão Sporting – nome usado pela primeira vez no modelo –, que pretende dar um ar mais esportivo ao renovado hatch. O carro ganhou visual repaginado, itens exclusivos e até algumas alterações mecânicas para se destacar do restante da linha, da qual ocupa o topo. Além disso, amplia os espaços da Fiat no seleto nicho dos "pseudo-esportivos" compactos, composto atualmente apenas por Nissan March SR, Ford Ka Sport e Uno Sporting, também da marca italiana.

O hatch é equipado com o mesmo 1.6 16V e.Torq da versão Essence. São 117 cv e 16,8 kgfm de torque quando abastecido com etanol que, segundo a Fiat, são capazes de levar o hatch do zero aos 100 km/h em 9,9 segundos e à máxima de 191 km/h. O desempenho é praticamente igual, apesar do diferencial encurtado, que permitiria respostas mais imediatas ao acelerador. 

Além do câmbio mais curto, a direção ficou mais direta e a suspensão foi rebaixada em 5 milímetros e até as bitolas foram alargadas – 6 mm na frente e 10 mm atrás. Tudo para dar ao Sporting um comportamento condizente ao nome. A suspensão também ganhou molas e amortecedores mais firmes e os freios foram redimensionados.





Por fora, as linhas simpáticas do novo Palio ganharam toques mais agressivos, com a adição de saias laterais e spoilers dianteiro e traseiro. Além disso, o modelo ganhou belas rodas de 16 polegadas exclusivas da versão, com pneus de perfil mais baixo. Os faróis têm máscaras escuras e há apliques plásticos nos arcos das rodas – numa clara referência ao Punto T-Jet. Mesmo chamativo, o conjunto não perdeu a harmonia e deu ao modelo a dose extra de esportividade e exclusividade inerentes à uma versão desse tipo. As mudanças deixaram o Palio com um ar mais assentado e muito interessante.

O interior mantém as linhas comuns a todas as versões do hatch. Mas há também detalhes que não deixam os ocupantes esquecerem que estão a bordo de um Sporting. Os cintos são vermelhos, de gosto bastante discutível, mas remetem aos primeiros Uno 1.5R esportivos do fim da década de 80, assim como as maçanetas vermelhas e pedais esportivos. Os bancos também têm revestimento preto exclusivo, com inscrições alusivas à versão bordadas nos encostos. Os mostradores ganharam também a inscrição Sporting entre os ponteiros vermelhos.

A Fiat conseguiu um ótimo conjunto com o Palio Sporting. O modelo, que já era substancialmente melhor que a primeira geração, ganhou mudanças para entregar mais diversão ao volante do que o restante da gama, além do visual instigante. Até o preço, de R$ 41.310 – que já inclui equipamentos como ar-condicionado, direção hidráulica, airbags frontais e freios ABS – ainda o deixa em pé de igualdade com a concorrência "não-esportiva". É certo que são quase R$ 2 mil a mais em relação ao Palio Essence, com o mesmo conjunto mecânico e dotação de equipamentos, mas que se justificam em ajuste esportivo, visual diferenciado e alguma exclusividade.





Ponto a ponto

Desempenho – O 1.6 16V é o maior responsável pela vitalidade do Palio Sporting. Os 117 cv empurram o hatch sem dificuldades e o torque de 16,8 kgfm ajuda na hora de acelerar forte. No entanto, há pouca força abaixo dos 2 mil giros, o que compromete retomadas e o uso despretensioso do modelo. Manter as rotações acima de 3.500 faz o modelo entregar ótimas prestações, mas cobra sua conta no consumo elevado. Ao menos, não há sinais de sofrimento mesmo próximo do limite, o que incita o motorista a explorar bem o motor. Nota 8.
Estabilidade – A suspensão rebaixada e com molas mais firmes deixam o modelo bem na mão do motorista. Os pneus 195/55 montados em rodas de 16 polegadas – conjunto exclusivo da versão – ajudam bastante na hora de contornar estradas sinuosas. O Palio balança pouco e apenas em curvas de alta, passando bastante segurança. O comportamento é muito neutro e previsível, com tendência de sair de frente apenas quando muito provocado. Nota 8.
Interatividade – O interior é bem pensado, com comandos fáceis e intuitivos. O sistema de som requer alguma atenção nos primeiros momentos de uso e a entrada USB merecia um lugar mais visível, em vez de ser dentro do pequeno porta-luvas. Ao menos, alavancas e botões têm uso descomplicado. O painel tem ótima visibilidade, o que não se repete em relação à traseira, onde a coluna larga fica no meio do caminho em várias situações. Para a frente e para os lados, nenhum problema.  Nota 7.
Consumo – O Fiat Palio Sporting  registrou médias de 7,2 km/l com etanol em ciclo misto. A Fiat não tem números oficiais e o InMetro não fez medições para o modelo. Nota 5.
Tecnologia – A plataforma é moderna – estreou em 2010 no Uno – e há boa oferta de equipamentos para o modelo. Os airbags frontais são de série e ainda há bolsas laterais como opcional. O sistema de som aceita CD, MP3, iPod e tem uma entrada USB. Nota 7.
Conforto – O ganho no espaço interno melhorou muito a vida a bordo do Palio. Há mais espaço para a cabeça dos ocupantes e para as pernas de quem viaja no banco traseiro. Os bancos são revestidos em tecido agradável ao toque e os níveis de ruído são aceitáveis. Mesmo com a proposta mais esportiva, o modelo mantém o jeitão "macio" habitual da linha mineira. O nível de ruído é aceitável em velocidade de cruzeiro e o motor só se faz presente em rotações mais altas. Nota 8.



Habitabilidade –  O modelo traz poucos porta-objetos, apenas dois porta-copos à frente da manopla do câmbio, estreitos nichos nas portas e outro no alto do painel. No entanto, o interior do Palio é um ambiente agradável e o entra-e-sai é facilitado pelo bom ângulo de abertura das portas. Na mudança de geração, o hatch perdeu 10 litros no porta-malas e agora só consegue acomodar 280 litros. Nota 6.
Acabamento – A Fiat definitivamente poderia ter investido num acabamento melhor para o Palio. Os plásticos são de aparência muito simples e há até rebarbas aparentes. Alguns encaixes também deixam a desejar, como o da tampa do porta-luvas e do pequeno porta-objetos no alto do painel. De resto, a sensação ainda é melhor que no modelo antigo. Nota 6.
Design – Para a versão Sporting, a Fiat caprichou – e talvez até exagerou – em anexos aerodinâmicos e arremates para dar uma cara mais esportiva ao modelo. Saias laterais, spoilers e rodas maiores conseguiram fazer o modelo se destacar em relação aos demais. Os faróis ganharam máscaras escuras e há faixas decorativas na lataria e até ponteira cromada no escapamento. Estão lá o "bigodinho" cromado do Fiat 500 e muitas referências ao Punto. Na traseira, as lanternas na coluna são datadas mas deram ao Palio um ar mais esbelto. Já a decoração interna exagera demais e chega a ser espalhafatosa. Nota 8.
Custo/benefício – O Palio Sporting figura num segmento pouco povoado no Brasil. Além dele, apenas March SR 1.6 e o menor Ford Ka Sport trazem um conceito mais esportivo entre os hatches pequenos. O modelo vem bem equipado, com airbags frontais, freios ABS, além de ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos de série por R$ 41.310. Não é barato, mas está na média do segmento. O Nissan March custa R$ 39.490, mas não tem qualquer alteração mecânica em relação às versões "tímidas". O Palio é mais espaçoso e ganhou suspensão exclusiva e câmbio mais curto, além de apresentar um conjunto mais maduro que o March. O Ka – vendido por R$ 36 mil quando equipado com airbags frontais – joga numa seção mais baixa, com apenas duas portas e menos compromisso com conforto e, por isso, acaba sendo mais barato. Nota 7.
Total – O Fiat Palio Sporting 1.6 somou 70 pontos em 100 possíveis.





Impressões ao dirigir

Cara de mau
    
Antes mesmo de assumir o volante, a decoração externa chamativa, mas condizente com a proposta do carro, deixa mesmo o modelo com um ar mais esportivo que o restante da linha. As rodas de 16 polegadas exclusivas da versão e a suspensão ligeiramente rebaixada dão ao Palio um jeitão mais encorpado e soturno, ainda mais na cor preta, que cai muito bem ao Sporting. Por dentro, as diferenças continuam com os cintos de segurança vermelhos – herança do primeiro Fiat Uno 1.6R –, maçanetas internas e outros detalhes também em vermelho.

O interior acolhe bem os passageiros, ainda que os bancos dianteiros pudessem ter melhor apoio às coxas. A espuma tem densidade correta e não cansa mesmo após algumas horas ao volante. Todos os comandos estão bem localizados e há bom espaço interno, numa notável evolução sobre o modelo anterior. No entanto, os plásticos utilizados em diversas partes do painel e portas têm aparência pobre e riscam com facilidade. Além disso, a durabilidade de alguns componentes precisa ser revista. Na unidade avaliada – que marcava poucos milhares de quilômetros rodados – a regulagem de inclinação do encosto do banco do motorista já girava em falso, graças ao peso do encosto equipado com airbag lateral.





O motor e.Torq 1.6 16V de 117 cv com etanol certamente é a estrela da versão – ainda que seja o mesmo do Palio Essence. Entretanto, o câmbio mais curto do Sporting deixa o modelo mais arisco e bastante esperto. Os 16,8 kgfm chegam somente nas 4.500 rpm, mas já há força ao redor dos 2.500 giros – abaixo disso, o 1.6 é bem fraco, mas ao menos as marchas mais curtas ajudam na subida das rotações. A suspensão mais firme torna o Palio divertido e muito mais seguro até mesmo que o antigo 1.8R. Não chega a ser um kart, mas já consegue animar os motoristas mais entusiasmados.

A contrapartida ao bom desempenho vem na hora de abastecer. Com etanol no tanque, o Palio Sporting mal passa dos 6 km/l, muito pouco para um motor 1.6 de concepção moderna. O consumo alto ainda justifica que a versão esportiva poderia vir com o 1.8 16V do Punto, com saudáveis 132 cv, que certamente elevaria o desempenho a níveis realmente esportivos, sem gastar muito mais na bomba de combustível.






Ficha técnica

Fiat Palio Sporting 1.6 16V

Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 115 cv com gasolina e 117 cv com etanol a 5.500 mil rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 9,9 segundos.
Velocidade máxima: 191 km/h
Torque máximo: 16,2 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol a 4.500 rpm.
Diâmetro e curso: 77 mm X 85,8 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção com rodas semi-independentes. Dianteira do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção com rodas semi-independentes. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 195/55 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS como opcional.
Carroceria: Hatchback em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,87 m de comprimento, 1,67 m de largura, 1,51 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. Airbags frontais e laterais como opcional.
Peso: 1.090 kg.
Capacidade do porta-malas: 280 litros. 
Tanque de combustível: 48 litros.
Produção: Betim, Brasil.
Lançamento no Brasil: 2011.
Itens de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricas, airbags frontais, freios ABS, apoios de cabeça traseiros. Opcionais: Airbags laterais, pintura metálica, sensores crepuscular e de chuva, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores elétricos, controlador de velocidade de cruzeiro.
Preço básico: R$ 41.310.
Preço da unidade testada: R$ 46.597.




Fonte:http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2012/04/20/teste-palio-sporting-pratica-esporte-basico